segunda-feira, 17 de setembro de 2012

 
Crise Semi-Existencial

Um nó na garganta seca
areia em meus olhos frígidos
angústia corroendo meu peito
Um gole de secura garganta adentro

As mãos meio calejadas já não acenam
e os pés caminham sem rumo certo
Tossindo areia, a vista cansada
Peito seco, angústia seca

O presente repete o passado,
e o futuro nada mais é do que uma interrogação
de uma pergunta sem resposta, feita por ninguém

Procurando um culpado pra culpa que sinto,
enquanto pago pelos erros que nem sei se cometi;
eis-me aqui, com pensamento longe...

Não há saída ou escapatória, estou preso
nessa loucura, e a loucura está presa em mim!
Que coisa estranha!
Já nem sei mais o que me afligia,
não sei o que temer, o que pensar
me perdi em meio aos meus pensamentos cegos, surdos, mudos e paralíticos
apáticos... Saudade de ser normal,
se é que um dia eu fui.

Não me reconheço,
e não tenho certeza se um dia eu me conheci...
Quantas reticências... Mais delas...

(...)

Fui me procurar, sem data pra voltar.
Vou caminhando aos poucos, sem pressa!
Se alguém estiver esperando por mim, por favor, não o faça!
Já me perdi antes mesmo de partir,
ainda estou aqui, mas prometo que me vou

Quem sou eu? A pessoa que nasci, a que me tornei, ou a que um dia serei?
Maluquice, não é?

Adeus.

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