Simples Assim
Somos humanos e sempre erramos
vivemos procurando motivos insanos
e o plano de fundo é o cotidiano
mostrando as nuvens negras que vão se aproximando.
Calando o silêncio com tempestades
e vaidades, problemas e suas variedades
invadindo todas as cidades
afogando as mentiras disfarçadas de verdades.
E a eternidade já não é utopia,
pois de sentimentos garimpei poesia
e lapidei cada pedrinha que havia
grudada na fala das vozes que só eu ouvia.
Só queria poder voar como um foguete
em meio ao vazio, sem agenda ou lembrete,
somente um frio que lembrasse sorvete
e um branco na memória que lembrasse o leite.
Aceite que a vida é estranha
as vezes acarinha, as vezes arranha
a gente é fraco mas nem sempre apanha
e fica pra trás quem pára e faz manha.
Só ganha e só perde quem joga
só conhece o efeito quem se droga
o galo que segue o pato se afoga
e a praga não esquece quem roga.
Pensamentos vão e vem, mas não vem em vão
a vida começa e termina sem explicação
assim como a lua que rasga a escuridão
se precisar, rasgo o verbo e solto um palavrão.
Ação e reação servem para nos lembrar
que cada passo dado nos leva a um novo lugar
escrever sem borracha, não dá pra apagar
e o que queremos esquecer a gente tenta rabiscar.
Estar no presente me lembra o passado
e pensar no futuro me deixa angustiado;
a linha de chegada me espera cansado
e o mundo espera que eu aceite tudo calado.
Enraizado no chão como um carvalho
somando um mistério pra cada galho
sem preço e sem apreço, nem sei o quanto eu valho
mas quando o destino é o certo não existe atalho.
Caminhando nas sombras, perdido eu vou
pedindo, no caminho, informações sobre quem sou
atrasado, nem me preocupo em saber onde estou
e sim, em juntar os pedaços do que ainda restou.
vivemos procurando motivos insanos
e o plano de fundo é o cotidiano
mostrando as nuvens negras que vão se aproximando.
Calando o silêncio com tempestades
e vaidades, problemas e suas variedades
invadindo todas as cidades
afogando as mentiras disfarçadas de verdades.
E a eternidade já não é utopia,
pois de sentimentos garimpei poesia
e lapidei cada pedrinha que havia
grudada na fala das vozes que só eu ouvia.
Só queria poder voar como um foguete
em meio ao vazio, sem agenda ou lembrete,
somente um frio que lembrasse sorvete
e um branco na memória que lembrasse o leite.
Aceite que a vida é estranha
as vezes acarinha, as vezes arranha
a gente é fraco mas nem sempre apanha
e fica pra trás quem pára e faz manha.
Só ganha e só perde quem joga
só conhece o efeito quem se droga
o galo que segue o pato se afoga
e a praga não esquece quem roga.
Pensamentos vão e vem, mas não vem em vão
a vida começa e termina sem explicação
assim como a lua que rasga a escuridão
se precisar, rasgo o verbo e solto um palavrão.
Ação e reação servem para nos lembrar
que cada passo dado nos leva a um novo lugar
escrever sem borracha, não dá pra apagar
e o que queremos esquecer a gente tenta rabiscar.
Estar no presente me lembra o passado
e pensar no futuro me deixa angustiado;
a linha de chegada me espera cansado
e o mundo espera que eu aceite tudo calado.
Enraizado no chão como um carvalho
somando um mistério pra cada galho
sem preço e sem apreço, nem sei o quanto eu valho
mas quando o destino é o certo não existe atalho.
Caminhando nas sombras, perdido eu vou
pedindo, no caminho, informações sobre quem sou
atrasado, nem me preocupo em saber onde estou
e sim, em juntar os pedaços do que ainda restou.











