terça-feira, 22 de maio de 2012


Pé no Balde

 Me sinto mais leve, livre, flutuando,
quebrei as correntes que estavam me segurando;
Em mar aberto, frente ao horizonte.

Não estou mais aprisionado
na ilusão de ter alguém ao meu lado;
Se agi errado, o futuro que me afronte.

Expectativas geram decepções,
machucam e despedaçam os inocentes corações;
Por isso hoje sei que estou melhor a sós.

Minha outra metade o mundo escondeu,
então não me apresso em ter hoje o que logo será meu;
e um dia, oque é "eu", enfim, será "nós".

Me apaixono por olhares e sorrisos,
sou flechado por Cupidos com dardos precisos;
Mas, descobri um antídoto capaz de me imunizar.

Já não me entrego tão fácil e tão rápido,
pois não me agrada a ideia de um romance pálido;
Não dedico minha seriedade a quem só quer brincar.

Por mais que conheça mulheres atraentes,
de corpo perfeito ou inteligentes;
O perfume que exalam cheira a sofrimento.

O amor não me causa mais frios na barriga,
por mais que algumas me deixem na estiga;
Se for pra me entregar, que seja só por um momento.

Me entrego à essa vida ímpar de vez,
metaforicamente - fugindo da lucidez;
Sou um sujeito no singular vivendo um presente imperfeito.

Viverei natualmente sem me pressionar,
e enquanto nenhuma garota realmente me impressionar;
Guardarei, carinhosamente, esta lacuna em meu peito.

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