sábado, 26 de junho de 2010


Vida Plástica

Quem me dera eu tivesse te dado flores de plástico,
quem me dera;
quem me dera eu tivesse te dado um amor de plástico,
ou quaisquer outros sentimentos de plástico.

Quem me dera!
queria eu, poder reciclar isso tudo.
Fala pra mim, me diz por favor!
Aquilo que ainda estiver errado, eu mudo.

Quem me dera, fossemos pessoas de plástico.
Não teríamos ilusões de carne e osso!
Quem me dera, fossemos mais humanos uns com os outros...
E não pré-fabricados e destinados ao fracasso.

Corações de vidro,
que se partem à medida que sonham.
Olhares sem brilho,
que depois que partem, como pássaros voam!
Revolta moldadas em sinos,
que agudam o pranto enquanto soam.

A vida fica sem uma explicação,
a viagem sem qualquer destino ou direção.
A morte se apresenta como a unica solução,
pra tirar você de vez de dentro do meu coração!

Assim, posso dizer, que o que sinto por você
-diferente das flores que te dei-
é de plástico!
pois nunca irá morrer,
apenas se transformar.

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